Os princípios para lecionar em Andragogia

O objetivo do texto é compreender em como precisa ser pensado o processo de ensino e aprendizagem dentro da Andragogia, e para base de discussão partirá da citação do texto publicado no site “Andragogia Online” pela blogueira Ludmila O. Amaral ao citar Cavalcanti,

“Cavalcanti (1999) segundo Kelvin Miller, o qual afirma que adultos conseguem guardar apenas 10 % do que ouvem, no espaço de 72 horas. Entretanto são capazes de lembrar 85% do que ouvem, vêm e fazem, após o mesmo prazo.”

Com base nestes pressupostos de que o aprendizado depende tanto das capacidades fisiológicas, cognitivas, emocionais e sociais; o educador precisa elaborar suas metodologias respeitando e investigando o aluno em todas as suas habilidades e ter em mente que suas metodologias precisam diferir dos modelos tradicionais.

Torna-se necessário então que, ao lidar com a aprendizagem e processo de construção de conhecimento é preciso se autoavaliar e procurar identificar como ocorre esse processo.

Para alfabetizar um adulto é imprescindível considerar seus conhecimentos prévios de mundo e seu conhecimento acerca da própria escrita e linguagem. Não significa, portanto, que o educador deva elaborar um novo conceito, mas sim se estruturar a partir de todo conhecimento que se têm e se apropriar de algumas teorias já estudadas e testadas como bases fundamentadas e se reinventar a partir de dados reais. Diria que seria compreender o processo de construção do conhecimento e resignificá-lo com base na investigação de fato reais.

É então um conceito resignificado, aquele cujas técnicas e metodologias promovem caminhos e ferramentas para que o professor possa trabalhar uma sala de aula de EJA (Educação de Jovens e Adultos) proporcionando eventos que atenda suas necessidades. Primeiramente é necessário propiciar um ambiente em que as pessoas se sintam a vontade para serem elas mesmas e o respeito mútuo entre todos.

A insegurança, a timidez, o medo de se sentir ridicularizado é um bloqueador natural para qualquer processo mental. Em segundo lugar, o educar precisa conhecer o que os alunos sabem e o que entendem sobre determinado conceito, para assim poder abordar o assunto com maior preparo e permitir que possam interagir, refletir e experimentar o novo conceito a partir de suas conjecturas e, portanto fazer novas assimilações, reestruturando um novo conhecimento.

E como em qualquer situação de aprendizagem sempre é necessário que se leve em consideração as metodologias e sempre evitar o abstracionismo, propiciar situações reais e de importância para a vida cotidiana do aluno. Ou seja, porque ele quer aprender, qual é a sua necessidade, qual a sua motivação. Considerar estes elementos condicionam o processo de internalização e uma aprendizagem real dos conceitos oferecidos. A educação não é para preparar para vida, ela precisa ser parte da vida do aluno, do professor e de toda comunidade educacional.

Abaixo algumas características relevantes dos princípios que foram elaborados por Oliveira e citado no artigo em questão:

Os princípios estão divididos em 14 passos, sendo eles; considerada a consciência crítica do aluno, sua capacidade reativa, emocional, a interação social, compartilhar ideias, a relação entre aluno e facilitador (confiança, respeito), negociação, permitir o adulto a organizar seu próprio conhecimento, para o educador; respeitar e conhecer as etapas do conhecimento, propiciar a experiência, ter uma comunicação efetiva e clara, conduzir à reflexão e a experimentação, não permitir dependências, dominar a teoria e a prática no tocante a condução de uma aprendizagem significativa.

Conclui-se que para alfabetizar adultos é necessário que se tenha a sensibilidade de conhecer suas necessidades, seus conhecimentos a cerca do mundo, suas vivências, suas emoções diversas e motivações futuras e acima de tudo, saber articular as teorias educacionais, psicológicas, neurocientíficas com a prática pedagógica de modo a ser eficaz no processo de ensino-aprendizagem.

 

Referências

MELO, Rony Gladys Albuquerque Lins. Fundamentos Teóricos e Metodológicos da Matemática. Mogi das Cruzes, SP: Universidade Braz Cubas, 2013. 142p.

AMARAL, Ludmila O. O professor universitário na perspectiva andragógica. Disponível em: <http://andragogiaonline.blogspot.com.br/> Acesso em: 16 out 2013.

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