Nos braços do Vagabundo – por Letícia Brito

Nos braços do Vagabundo

Por Letícia Brito

A AUTORA

14481879_572067806322012_1781747679047449028_o.jpgLetícia Brito nascida em Paços de Ferreira, Portugal, a 3 de Dezembro de 1996, como Letícia Isabel Costa Brito. É uma jovem escritora, fotógrafa, redatora e bloguer portuguesa. Formada em Fotografia pela Escola Secundária de Vilela, Paredes (Porto).

“Letícia Brito” é o projeto literário que começou a desenvolver em Junho de 2015, quando decidiu que chegara o momento de partilhar a sua escrita com o mundo.

O LIVRO

Uma história sobre o poder do amor, que tem capa_nos_bracos_vagabundo_ebook (1)a doença do século XXI como pano de fundo. Uma mensagem de superação.

Amar é mais que o encontro entre duas pessoas. Amar é encontrar em outra pessoa o seu coração a bater. É sentir que passa a viver além de seu corpo.

Mas, é quando este sentimento torna-se um ferida a sangrar?

 

Para exemplares autografados e com dedicatória personalizada pela autora devem contactar esta página, ou a página oficial da obra

ISBN
978-989-51-8427-9     Editor de publicações – Chiado Editora
Quer um exemplar? Acesse aqui => Página Oficial

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MEUS COMENTÁRIOS

26e398Acredito que todas as pessoas em algum momento na vida já passaram por situações de profunda tristeza e desespero. Quem nunca passou uma madrugada acordada por causa de amor perdido, que atire a primeira pedra.

Em “Nos Braços do Vagabundo” a escritora Letícia Brito constrói por meio de sua narrativa lírica, uma história que a princípio nos parece familiar. A doce Sofia nos é apresentada como uma jovem mulher a desabrochar para vida e o amor e a provar do doce e do amargo que a vida nos oferece.

Mas, as semelhanças param por ai quando começamos a conhecer a personagem e a entrar em sua mente. Fato esse que se dá a partir de relatos de acontecimentos importantes de sua vida.

A narrativa é construída como se fosse um diário, ora entrecortado com a prosa e lembranças que ela tem da infância e de momentos da vida. É nítida a amargura da personagem através de suas histórias e cartas, todos de momentos conturbados ou de grande sofrimento. É como se ela mesma tentasse buscar uma justificativa para entender a si própria.

A autora cria uma atmosfera muito própria ao brincar com os elementos da narrativa, o tempo psicológico é o mais evidenciado. Também aventura-se através dos estilos e constrói uma estrutura capaz de abrigar um misto de técnicas literárias: prosa, lirismo, fluxo de consciência, diário, jornalístico, etc.

A trama não é cronológica, algo até esperado sendo o tempo da narrativa em grande parte “psicológico”.  Os pensamentos e lembranças são entrecortados por momentos de sua realidade, dos quais temos uma visão totalmente fragmentada.

A temática do livro é de interesse público e de emergência. Casos como o de Sofia acontecem o tempo inteiro ao nosso lado.

Letícia vai revelando aos poucos a trajetória problemática e sutil de uma pessoa que sofre de depressão e que tem consciência de que não tem forças pra vencer sozinha. Em algumas passagens a autora demonstra o quão ciente Sofia era do mal que a acometia, que ela mesma procurava fazer pesquisas sobre o assunto.

Desde sua infância, a moça vive intensas perdas e acumula com o passar do tempo uma tristeza que passa do normal. Ainda muito menina sente a perda do pai e tem sua infância construída ao lado de uma pessoa que lutava para sobreviver a uma doença grave. Na adolescência redescobre o consolo nos braços de Francisco e a partir disso ela perde o controle de sua vida.

O amor a tornou feliz! Mas, a perda desse amor, a perda de seu porto seguro é a gota d’água para fazer seu mundo desabar. E sua vida começa a definhar. Afasta-se das pessoas que a amava, isola-se e apesar de todos lutarem por ela, muitas vezes quem a vence é a angústia que tomava conta de sua vida e de tudo que pensa a partir do “adeus” de sua única esperança de vida, segundo ela.

Não é um livro de muitas páginas, mas exige um olhar atencioso do leitor para juntar os quebra-cabeças que são lançados pelo caminho da leitura e configurar a história em nossas cabeças. Pra mim esse emaranhado de ideias é uma sacada muito contemporânea, pois para que a história tome corpo e sentido é necessário que o leitor interaja com o texto o tempo todo.

O livro é indicado para refletir e talvez nos dê aquela sacudida para que possamos acordar e ver o mundo ao nosso redor. É uma crítica a uma sociedade que está muito ocupada com aparências e o mundo “online” e se esquecendo de olhar os que estão aqui do nosso lado.

 O livro no infere a pensar que talvez se olhássemos alguém de verdade nos olhos e perguntasse “Como vai?” de uma forma mais significativa e acolhedora talvez pudéssemos ser mais útil e ajudar alguém. Geralmente essas saudações são mais textos automáticos do que um interesse em realmente saber como a outra pessoa está.

Tem uma expressão em Inglês que acho bem bacana e que cabe nessa situação – é “in someone’s shoes” que significa mais ou menos dizer que, só posso saber sobre como alguém se sente ou está se usar os sapatos dela, ou seja, se colocar no lugar do outro.

Apesar de ser uma atitude muito louvável, não é tão simples assim se colocar no lugar de alguém. Mas, ter empatia já um grande passo para sair do nosso quadrado.

Existe como saber o que a pessoa está sentindo? Saber exatamente o que ela sente não é tão fácil assim, diria até que não dá… Posso apenas ser solidária e dar acolhimento!

Nenhuma experiência, por mais parecida que esta seja, poderá ser igual à outra. Podemos inferir e buscar compreender, mas jamais se pode dizer que sabe exatamente como o outro se sente. Cada pessoa percebe e sente suas experiências de uma maneira singular e devemos respeitar e apenas dar nosso apoio. E assumir que não sabe o que é que o outro sente é até um ato mais aceitável do que ouvir alguém dizer: “Isso vai passar, não é nada!”

É através desse clima que somos conduzidos, muitas vezes desconfortável, doloroso, outros incomodados com situações, etc

 Li o livro três vezes. Ele chegou às minhas mãos em um momento bastante complicado e de turbulência. Algumas vezes pude compreender o quão difícil é recomeçar ou tentar seguir em frente. É complicado restabelecer nosso psicológico quando muitos fatores que provocam dor e tristeza são vividos numa sequência de pequenos intervalos.

Imagino se já é tão difícil para um adulto lidar com sentimentos de perda como a morte, imagino como essa situação deve ser devastadora na vida de uma criança ou adolescente.

Parabenizo a Letícia por ter sido tão ousada em abordar um tema como esse e peço a ela que por gentileza construa uma história sobre a perspectiva de Francisco. Sinto que não consegui criar uma imagem da personalidade dele e fiquei muito curiosa para ter mais detalhe da história sob outro olhar.

Sofia não é um narrador confiável, uma vez que tudo o que ela sente ou percebe é intensificado ou talvez descontruído pelas nuvens densas de sua negatividade, da tristeza e opressão que sentia o tempo todo.

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By Laynne Cris

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Sobre laynnecris

Sou Elaine C. Andrade. Hoje (2017) tenho 38 anos. Sou apaixonada pela leitura e por escrever. Sou formada em Pedagogia e pretendo me especializar em Inglês, alfabetização e gestão escolar. Tenho uma fascinação por músicas e Inglês. Atualmente tenho me dedicado muito na busca da fluência e sou professora alfabetizadora em Inglês. Minha meta é passar no exame da IELTS e talvez morar fora um tempinho. A leitura é para mim um meio muito prazeroso de poder atingir locais e lugares inimagináveis, além de ser uma terapia e uma fonte de conhecimento sem fim. E quando aprendemos nos proporcionar esses momentos para entretenimento, ler torna-se uma atividade necessária para o dia a dia. Também gosto de desenhar, colorir, ouvir músicas. No entanto, faço com menos frequência (só quando surge aquela vontade enorme ou sobra um tempinho). Agora ler nunca estou sem ler algo e onde vou tenho um livro comigo. Me sinto mal se não posso ler. É uma necessidade. Embora ultimamente tenho lido mais livros técnicos e materiais em Inglês. Nasci em Suzano e atualmente moro num bairro de Mogi das Cruzes e estou aprendendo a me adaptar por aqui. Também adoro participar de comunidades de leitura no facebook e canais literários do youtube. Conhecer pessoas, descobrir novos talentos e as vezes encontramos pessoas muito maravilhosas. Enfim, sou uma mulher e profissional comprometida e apaixonada pelo que faço, amo minha minha família e amigos mais que tudo neste mundo. "Que aonde eu passar eu faço amigos e possa agregar valores e aprender também". Laynne Cris
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