O diário de Anne Frank (minhas impressões)

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O Diário de Anne Frank

FRANK, Anne, 1929 – 1945. O diário de Anne Frank: edição Integral/Tradução de Ivanir Alves Calado. – 40ª Ed. – Rio de Janeiro: Record, 2014. 352p.

O diário de Anne Frank é um livro do qual não cabe a ninguém fazer julgamentos, muito pelo contrário, é um livro que deveria servir como reflexão da capacidade humana e do que hoje seríamos capazes de suportar e aprender em situações extremas.

Apesar de que escrever diários seja algo bem comum na vida de muitas adolescentes durante toda a história de nossa humanidade, para Anne foi mais que um desabafo de suas angústias e questionamentos.

Anne começa seu diário contando suas expectativas e o motivo de seu contentamento ao ganhar esse diário. É impressionante a empolgação e determinação que ela tem com a vida e com pensamentos tão maduros, mesmo sendo tão jovem.

Conheço muitos adolescentes e crianças e poucas são as que possuem essa capacidade de falar bem, o que dirá escrever o que pensa (isso para não mencionar a quantidade de adulto com essa incapacidade de se expressar bem através da escrita).

O que me faz aprender com a Anne (porque ela diz que precisa estar sempre encenando para que as pessoas não entendam mal suas atitudes). Passamos todos por essas fases tempestuosas da adolescência. Onde será e como nossos jovens encontram os abrigos necessários para amadurecer hoje em dia?

Tenho certeza que não somos pais muito melhores dos que os pais da Anne foram para ela.

Isso é só uma pequena amostra de quanto de vida, família, amor nossa pequena heroína pode nos ensinar.

Verificamos através da leitura de seus relatos, uma menina crescendo, amadurecendo, aprendendo, sofrendo, se apaixonando e acima de tudo ensinando a si mesma e aos outros em pleno terror da 2ª Guerra Mundial.

É impossível se colocar no lugar de Anne, impossível saber o que faríamos e quais atitudes tomaríamos numa mesma situação como a que ela viveu.

Muitos hoje se matam ou cometem as mais puras barbaridades por muito menos. É fato que vivemos em um mundo onde nossas fraquezas não aguentam muitos testes.

O diário é escrito em dias e com relatos sobre a vivência da família de Anne e da família Van Pels (que Anne dá o pseudônimo para os van Daan). Ela é muito bem humorada e divertida sempre, o que torna a narrativa fácil, descritiva e bem extrovertida. É possível sentir e chorar junto com a nossa querida Anne.

Muitas vezes tive vontade de colocá-la no colo, pois quando ela começa a escrever ela tem a idade da minha filha. São tantas coisas que à atormentam, os medos e as revoltas dos adolescentes, as brigas dentro do esconderijo, as dificuldades, a guerra explodindo tudo do lado de fora, o perigo de serem descobertos, a escassez de alimentos, etc.

Lembro-me quando adolescente o quanto era difícil conseguir se olhar e interpretar o que estava sentindo. Porque são tantas mudanças e tudo parece muito mais intenso e o fim as vezes.

Mas, é uma linda fase a se passar e aprender a lidar consigo mesmo e a crescer. Ótima quando encontrado bom ambiente, boas referências, circunstâncias saudáveis… e pra dizer a verdade nem assim parece que é muito fácil.

Por fim, voltando à Anne. Adentrar dentro desse mundo dela e poder “ouvi-la” é uma experiência enriquecedora, instigante e forte (digo ouvi-la porque é muito mais que uma leitura – é uma conversa). É um diálogo entre leitor e escritor.

A leitura faz com que nosso olhar se volte para dentro de nós mesmo e nos permite ver o quanto egoísta e medíocre é a nossa visão do mundo. E o quanto é imenso o mundo lá fora e o quanto não fazemos nada ou muito pouco para ser um sujeito ativo nesta vida.

Como somos pequenos e reclamamos por tudo e não sabemos agradecer as grandes maravilhas.
Uma coisa que ela diz e concordo plenamente com a ideia e diria que ela está certa se tivesse a oportunidade:

– Puxa, até que enfim alguém que pensa como eu! Que é quando a Bep está desanimada e triste e a mãe dela ao tentar consolar a moça diz que ela precisa parar e olhar o quanto de pessoas estão em piores situações que a dela.

E a Anne fica indignada com a forma de consolo vazio que é um conselho como aquele.

E se quiser saber qual é o conselho que a Anne acredita ser eficaz e eu também concordo de todo coração você precisa ler O DIÁRIO DE ANNE FRANK. É um livro imperdível e necessário para toda a idade.

Não é bom ler esse livro rápido, porque é muito importante ler e refletir aos poucos. O lerei em outra oportunidade com certeza.

Abraços e boas leituras

Laynne Cris Andrade

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Sobre laynnecris

Sou Elaine C. Andrade. Hoje (2017) tenho 38 anos. Sou apaixonada pela leitura e por escrever. Sou formada em Pedagogia e pretendo me especializar em Inglês, alfabetização e gestão escolar. Tenho uma fascinação por músicas e Inglês. Atualmente tenho me dedicado muito na busca da fluência e sou professora alfabetizadora em Inglês. Minha meta é passar no exame da IELTS e talvez morar fora um tempinho. A leitura é para mim um meio muito prazeroso de poder atingir locais e lugares inimagináveis, além de ser uma terapia e uma fonte de conhecimento sem fim. E quando aprendemos nos proporcionar esses momentos para entretenimento, ler torna-se uma atividade necessária para o dia a dia. Também gosto de desenhar, colorir, ouvir músicas. No entanto, faço com menos frequência (só quando surge aquela vontade enorme ou sobra um tempinho). Agora ler nunca estou sem ler algo e onde vou tenho um livro comigo. Me sinto mal se não posso ler. É uma necessidade. Embora ultimamente tenho lido mais livros técnicos e materiais em Inglês. Nasci em Suzano e atualmente moro num bairro de Mogi das Cruzes e estou aprendendo a me adaptar por aqui. Também adoro participar de comunidades de leitura no facebook e canais literários do youtube. Conhecer pessoas, descobrir novos talentos e as vezes encontramos pessoas muito maravilhosas. Enfim, sou uma mulher e profissional comprometida e apaixonada pelo que faço, amo minha minha família e amigos mais que tudo neste mundo. "Que aonde eu passar eu faço amigos e possa agregar valores e aprender também". Laynne Cris
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Uma resposta para O diário de Anne Frank (minhas impressões)

  1. Luzimeire disse:

    Excelente resenha, está de parabéns.

    Curtido por 1 pessoa

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